Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Sem saber que ias embora

Sorri-te enlevada.
Toda a alma no agora
Por me sentir tão amada.
Em mim este doce anseio
Vibrando o ser no enleio
 
De amar e ser amada.
E tu, já de partida...
E a tua voz, calada...
A tua alma fugida
Já de mim apartada.
Entre nós um bloqueio
 
E eu, cega, sem receio,
A dar-me por inteiro.
A acolher-te em meu seio
Vibrando com o teu cheiro
Bebendo o teu olhar
Como a noite o luar.
 
Como na noite acontece
Veio a escuridão
Do teu desinteresse
Tomar-me de supetão.
Ferir-me sem que eu pudesse
Defender-me. Despojada
 
Mais perdida que achada.

estou

publicado por Conceição às 11:56 | link do post | favorito

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generalista sobre literatura e a vida. Assim acaba por integrar análise sócio-política pois toda a vida nela está imersa.
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